Fome de likes!

Conforme  Helena Cunha Di Ciero Mourão, hoje, tudo se fotografa e as imagens funcionam como recortes daquilo que se gostaria de ser, representando um ideal de ego, isto é, como gastaríamos de ser vistos.
As fotos hoje são compartilhadas em busca da validação de uma experiência. é preciso que alguém testemunhe minha vivencia, assista às minhas experiências , dê likes nos meus registros fotográficos para que a cena seja completa. a função da rede social é a de uma plateia que assiste, contempla, celebra um fragmento do tempo recortado e ditado numa imagem.
Em outro artigo, “A inveja dos outros”, de 2013, Calligaris acrescenta um ponto bastante interessante: num mundo em que a inveja é um regulador social, as aparências são decisivas, pois comandam a inveja dos outros. Por exemplo , o que conta não é ser feliz, mas parecer invejavelmente feliz.
Nesse mundo o TER é mais importante do que SER, o TER pode ser mostrado facilmente. É simples mostrar o brilho de roupas e bugigangas aos invejosos. Complicado seria lhes mostrar vestígios da vida interior e pedir que nos invejem por isso.
PUBLICADO NO BLOG PSICONEUROBIOLOGIA

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